A TSMC divulgou na quinta-feira (15 de outubro) os resultados do terceiro trimestre de 2026, e a principal fabricante de chips do mundo registrou receita de 46,72 bilhões de dólares, alta de 41,2% em um ano e 2% acima do topo da projeção da própria empresa, que era de 45,8 bilhões. Em moeda local, o lucro líquido foi de 763,06 bilhões de dólares taiwaneses, aumento de 68,7% e novo recorde.
Margens e mix de produtos
A margem bruta ficou em 66,4%, dentro da faixa de 65% a 67% projetada, e a margem operacional chegou a 58,7%, acima da faixa prevista, de 56% a 58%. A computação de alto desempenho, que inclui os chips de IA, respondeu por 68% da receita, contra 57% um ano antes. Os processos mais avançados ganharam peso: o de 2 nanômetros já representa 8% da receita, ante 3% no trimestre anterior, e o de 3 nanômetros responde por 33%.
Projeções para o fim do ano
Para o quarto trimestre, a empresa estima receita entre 52,3 e 54,3 bilhões de dólares, com margem bruta de 65% a 67%. O orçamento de investimentos de 2026 foi mantido entre 60 e 64 bilhões de dólares, dos quais 40,64 bilhões já foram gastos de janeiro a setembro. A TSMC também projeta que a receita do ano cresça cerca de 44% em dólares.
O recado do comando da empresa
O presidente-executivo, C.C. Wei, afirmou que a demanda por IA continua acima da capacidade atual de fornecimento e que a companhia trabalha para reduzir essa diferença. A expansão está em avaliação, inclusive no Texas, mas ainda sem decisão anunciada. O resultado conversa com o que a prévia da Samsung já indicava no início do mês: quem fornece a base física da inteligência artificial, seja em memória ou em fabricação de chips, segue com demanda maior do que consegue atender.
