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Nuvem do Google dobra de tamanho e AWS acelera, mas o gasto com data centers pesa nos balanços

Publicado em·2 min de leitura
Nuvem do Google dobra de tamanho e AWS acelera, mas o gasto com data centers pesa nos balanços

Alphabet e Amazon divulgaram seus resultados do terceiro trimestre em 28 e 29 de outubro, e o recado comum é que a demanda por nuvem e inteligência artificial continua muito acima do que as empresas conseguem entregar. A diferença está no custo de acompanhar essa demanda, que começa a aparecer no caixa e no endividamento.

Os números da nuvem

A Alphabet registrou receita de 127,6 bilhões de dólares, alta de 25%. O Google Cloud faturou 30,7 bilhões, aumento de 103%, com lucro operacional de 11,1 bilhões e carteira de contratos de 561 bilhões, segundo a cobertura de mercado. A Amazon somou 201,9 bilhões de dólares em receita, alta de 12%. A AWS chegou a 46 bilhões, crescimento de 39%, o mais rápido em quase cinco anos, com lucro operacional de 17,8 bilhões e carteira de 578 bilhões.

O preço do crescimento

O investimento em infraestrutura explica a cautela dos investidores. A Alphabet gastou 51,4 bilhões de dólares em capex no trimestre, elevou a projeção de 2026 para entre 195 e 205 bilhões e sinalizou aumento significativo em 2027. O fluxo de caixa livre foi negativo em 9,1 bilhões, segundo trimestre seguido, e a dívida de longo prazo subiu para 125,1 bilhões, contra 46,5 bilhões no fim de 2025. A cobertura relatou queda superior a 11% das ações após o balanço. A Amazon investiu 77,3 bilhões no trimestre e mantém a previsão de cerca de 220 bilhões em 2026.

Chips próprios como vantagem

Os dois grupos apostam em silício próprio para reduzir custos. A Amazon diz que os compromissos de receita com os chips Graviton e Trainium cresceram mais de 20 vezes em um ano, que clientes economizaram mais de 2 bilhões de dólares só no trimestre e que pretende oferecer o Trainium fora da AWS no fim de 2027. No Google, parte do avanço da nuvem veio da venda de sistemas com TPUs. O trimestre mostra que a corrida da IA já não depende só de quem tem o melhor modelo, mas de quem consegue financiar e operar a infraestrutura em escala.

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