Faltando quatro semanas para a Black Friday de 27 de novembro, as projeções para o comércio eletrônico brasileiro divergem, mas todas apontam crescimento. A Abiacom estima 16,6 bilhões de reais em vendas online, alta de 24,37% sobre os 13,35 bilhões de 2025. A Stefanini Marketing trabalha com um cenário mais conservador, de 14,47 bilhões de reais.
Mais pedidos, tíquete menor
Pelos números da Abiacom, o volume deve chegar a 21,66 milhões de pedidos, contra 16,51 milhões no ano passado, um aumento de cerca de 31%. O tíquete médio, porém, cai 5,2%, de 808,50 para 766,50 reais. A leitura mais provável é de um consumidor comprando com mais frequência e valores menores por pedido. A Stefanini, por sua vez, projeta 18,3 milhões de pedidos.
O gargalo da finalização da compra
Um levantamento do Index de Comércio Unificado 2026, patrocinado pela Manhattan Associates, avaliou 60 marcas da América Latina, 30 delas brasileiras. Entre as brasileiras, 66,7% estão em estágio básico ou intermediário de maturidade na etapa de finalização da compra, e só 33,3% estão no nível avançado. Apenas 3,3% das varejistas do país são líderes em comércio unificado, contra 11,7% na média latino-americana, e 36,7% têm maturidade digital avançada, contra 43,3% na região.
O que isso significa para o lojista
Com demanda crescendo e tíquete menor, cada ponto de atrito no pagamento pesa mais, porque o abandono se repete em um número maior de pedidos. Cada segundo de lentidão aumenta o risco de desistência. Para quem vende online, o recado prático é testar o checkout antes da data, simplificar o preenchimento e garantir que o Pix e o cartão respondam rápido nos horários de pico.
