O Google anunciou na quarta-feira (28 de outubro) o Gemini 4 Carbon, modelo voltado à cibersegurança que chega cerca de duas semanas depois do Gemini 4 Argon. Segundo a empresa, ele encontra vulnerabilidades, cria exploits e corrige código com mais eficiência que o antecessor. Não há data para lançamento geral, e a liberação começa por um grupo restrito de profissionais.
Um modelo para tarefas longas
O Carbon foi projetado para trabalhos de longa duração. Internamente, o Google diz que ele já operou por dias seguidos, por exemplo para rastrear um defeito até a causa raiz em uma base de código grande e corrigi-lo. O preço introdutório é de 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de saída, o mesmo do Argon, e passa a 4 e 20 dólares depois do período inicial.
Acesso por convite
O acesso será feito pelo programa Fairwind, que reúne mais de 650 parceiros e dá prioridade a governos, operadores de infraestrutura crítica, plataformas tecnológicas essenciais e laboratórios acadêmicos. As organizações preenchem um formulário e passam por verificação de antecedentes. Entre as condições estão autenticação resistente a phishing, uso restrito às equipes internas de segurança, resposta a incidentes e testes de invasão, e monitoramento de quais funcionários usam o modelo. Simular ameaças, fazer engenharia reversa e analisar malware é permitido, mas criar software malicioso é proibido.
Números e ressalvas
O Google informa 88,2% no SEC-bench Pro, de detecção de vulnerabilidades, 54,8% no ExploitGym, de exploração, e 71,0% no CWE-bench, de aplicação de correções. São resultados da própria empresa, obtidos sem as salvaguardas ativadas, e ainda sem reprodução independente. A lista de participantes do Fairwind é privada, diferente do Glasswing, da Anthropic, que divulga seus parceiros. Há também uma limitação prática: encontrar falhas mais rápido do que as equipes conseguem analisá-las apenas desloca o gargalo para a triagem.
