A Oracle divulgou em 10 de setembro os resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, com receita recorde de 19,3 bilhões de dólares, alta de 30% em um ano. O número reforça o que a empresa vem dizendo desde que cortou milhares de vagas em sua reestruturação, tema já tratado aqui no blog: o dinheiro está sendo redirecionado para a infraestrutura de inteligência artificial.
A nuvem puxa o resultado
A receita total de nuvem chegou a 11,6 bilhões de dólares, alta de 62%, o que equivale a cerca de 60% do faturamento do trimestre. O destaque foi a infraestrutura de nuvem, que cresceu 121% e atingiu 7,4 bilhões de dólares. Segundo a empresa, a demanda por capacidade para IA continua crescendo mais rápido que a oferta, e no trimestre foram entregues 850 megawatts de capacidade de data center e mais de 300 mil GPUs a clientes.
Um backlog de 664 bilhões de dólares
As obrigações de desempenho remanescentes, que medem os contratos já assinados e ainda não reconhecidos como receita, chegaram a 664 bilhões de dólares, 209 bilhões a mais que um ano antes. Só no trimestre foram fechados mais de 30 bilhões de dólares em novos contratos de nuvem para IA, e a empresa projeta receita de pelo menos 90 bilhões de dólares no ano fiscal.
O custo de crescer nesse ritmo
O fluxo de caixa operacional foi recorde, de 23 bilhões de dólares, mas o fluxo de caixa livre ficou negativo em 5 bilhões por causa do volume de investimentos em infraestrutura. A Oracle também concluiu a venda de 20 bilhões de dólares em ações para financiar a expansão e, segundo relatos, elevou em 700 milhões de dólares o custo de sua reestruturação de 2026, que passou para cerca de 2,8 bilhões. O resultado mostra um crescimento forte, mas sustentado por capital externo e por um ritmo de gastos que o mercado vai acompanhar de perto.
