A OpenAI lançou em 3 de setembro o GPT-6 Astra, seu novo modelo de fronteira, com uma distribuição em etapas. O acesso começa por um pequeno grupo de clientes empresariais, no programa Daybreak, e segue nos dias seguintes para os planos pagos do ChatGPT e para a API. Os administradores das empresas precisam ativar o modelo manualmente, já que a opção vem desligada por padrão.
O que o modelo promete fazer
A principal aposta do Astra é operar softwares pela tela, como uma pessoa faria, sem depender de integrações via API. Segundo a OpenAI, ele conclui uma tarefa em cerca de 40 minutos, contra 75 minutos do GPT-5.6 Sol. O preço é de 10 dólares por milhão de tokens de entrada e 50 dólares por milhão de tokens de saída, e o modo rápido, que pode ser até duas vezes mais veloz, custa o dobro.
Resultados mistos nos benchmarks
Nos testes divulgados pela própria empresa, o Astra marcou 72,6% no OSWorld 2.0, que mede o uso de computador, contra 70,2% do Claude Opus 5, e 74,1% no DeepSWE, de correção de bugs, contra 73,7%. Já no índice de inteligência da Artificial Analysis ficou em 61,2 pontos, atrás dos 65,7 do Claude Fable 5.1, e no Humanity’s Last Exam com ferramentas fez 57,2%, contra 65,0%. Todos os números são da OpenAI e ainda não foram confirmados por terceiros.
O alerta que acompanha o lançamento
O Astra é o primeiro modelo da OpenAI classificado como crítico em cibersegurança. Na prática, verificações de segurança podem atrasar, pausar ou interromper até trabalhos legítimos, e na API uma tarefa sinalizada simplesmente para. A empresa também reconhece que acompanhar o raciocínio escrito do modelo ficou mais difícil do que no GPT-5.6 Sol, o que afeta planos de governança baseados em ler a cadeia de pensamento. Não há janela de contexto oficial nem data de disponibilidade geral.
