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Mercado brasileiro de tokenização cresce 122% e ultrapassa R$ 4,84 bilhões no primeiro semestre de 2026

Publicado em·2 min de leitura
Mercado brasileiro de tokenização cresce 122% e ultrapassa R$ 4,84 bilhões no primeiro semestre de 2026

O mercado brasileiro de tokenização de ativos encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 4,84 bilhões em emissões, um salto de mais de 122% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o setor havia movimentado R$ 2,17 bilhões. Os dados, consolidados pelo RWA Monitor, confirmam o que instituições como a CVM, a Anbima e o Banco de Compensações Internacionais já vinham apontando como tendência para 2026, a tokenização deixou de ser um experimento restrito a empresas de tecnologia e passou a ocupar espaço concreto dentro do mercado financeiro tradicional.

Os números por trás do avanço

Além do crescimento nas emissões, as captações também avançaram de forma expressiva, saindo de R$ 1,60 bilhão no primeiro semestre de 2025 para R$ 3 bilhões no mesmo período deste ano. Parte relevante dessa expansão veio de operações estruturadas sob a Resolução CVM 160, que permite ofertas de maior porte e atrai participação institucional mais robusta, ao lado de um crescimento simultâneo nas emissões privadas. Diferente do que ocorria em 2025, quando poucas operações concentravam a maior parte do volume, o mercado de 2026 passou a distribuir esse crescimento entre um número maior de projetos e emissores.

O que, na prática, está sendo tokenizado

Tokenizar um ativo significa representar digitalmente, por meio de blockchain ou de outros registros distribuídos, um bem ou um direito econômico que antes existia apenas em formato tradicional, como imóveis, recebíveis, títulos de dívida, participações societárias e até obras de arte. Essa representação digital permite fracionar ativos que antes exigiam grandes volumes de capital para acesso, ampliando a liquidez e reduzindo etapas burocráticas de negociação e liquidação. Desde 2012, o mercado brasileiro já soma 5.614 ativos tokenizados, equivalentes a R$ 13,55 bilhões, o que mostra que o salto deste semestre acelera um movimento que já vinha em construção havia mais de uma década.

Por que o mercado amadureceu justamente agora

A combinação entre um ambiente regulatório mais claro e a entrada de investidores institucionais explica boa parte da aceleração observada em 2026. Iniciativas como o Drex, projeto de moeda digital conduzido pelo Banco Central, reforçam a infraestrutura sobre a qual esse tipo de operação se apoia, enquanto o avanço das estruturas sob a CVM 160 sinaliza que ativos de maior porte, antes restritos a operações mais tradicionais, estão migrando para formatos digitais com segurança jurídica mais consolidada. O resultado é um mercado que deixou de depender de poucas operações pontuais e caminha para se firmar como uma camada permanente da infraestrutura financeira brasileira.

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