O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 125 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce. O resultado representa uma alta de 24,37% em relação aos R$ 100,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, em um crescimento puxado tanto pelo aumento no volume de pedidos quanto pela forma como a inteligência artificial já começa a mediar boa parte da jornada de compra do consumidor brasileiro.
Os números que sustentam o avanço
Nos seis primeiros meses do ano foram contabilizados 242 milhões de pedidos, com ticket médio de R$ 517. A entidade projeta encerrar 2026 com 460,87 milhões de pedidos e faturamento acima de R$ 260 bilhões, o que indicaria uma aceleração ainda maior na segunda metade do ano. Para o setor, o resultado confirma a consolidação dos canais digitais como preferência de consumo, não mais como alternativa em momentos pontuais de promoção.
A inteligência artificial como novo motor de conversão
Um estudo da Optimiza Marketing mostrou que 46,5% dos brasileiros já utilizam ferramentas de inteligência artificial em alguma etapa da jornada de compra, da busca por recomendações até a comparação de produtos e a decisão final. Varejistas já colhem resultados concretos dessa mudança, com casos de agentes de inteligência artificial usados no varejo brasileiro alcançando taxas de conversão até três vezes maiores que os canais tradicionais, o que tem levado empresas a repensar a forma como estruturam anúncios e atendimento dentro de suas próprias plataformas.
Uma mudança na forma como o consumidor compra
A Reuters mostrou, em agosto de 2026, que agentes de inteligência artificial começam a assumir partes cada vez maiores da jornada de compra, incluindo recomendação, escolha do comerciante e até o pagamento, enquanto varejistas tentam impedir que essa nova camada de intermediação enfraqueça o relacionamento direto com o consumidor. Se antes a pergunta central do setor era como usar inteligência artificial para vender mais, o novo desafio passa a ser outro, garantir que a própria inteligência artificial escolha a marca certa quando o consumidor simplesmente disser que quer comprar algo e deixar a decisão nas mãos do assistente.
