Gigante da moda rápida reconhece desafios e limita produção nacional
Shein avalia desempenho e reconhece limitações
A Shein, uma das maiores varejistas de moda rápida do mundo, admitiu que sua tentativa de produzir roupas no Brasil não atingiu os resultados esperados. A empresa afirmou que a operação local não conseguiu atingir eficiência e qualidade comparáveis às suas principais cadeias de produção internacionais, o que levou à redução ou suspensão de parte das atividades de fabricação no país.
O que motivou a produção nacional
A iniciativa de produzir no Brasil havia sido vista como uma forma de reduzir prazos de entrega, aproximar a marca do consumidor local e diminuir custos logísticos. A ideia era aproveitar a proximidade geográfica e a disponibilidade de mão de obra para atender de forma mais rápida às demandas do mercado brasileiro e reduzir dependência de importações de produtos fabricados na Ásia.
Os desafios enfrentados
Apesar das intenções, a empresa enfrentou dificuldades operacionais, incluindo custos mais altos, cadeias de suprimentos fragmentadas e uma curva de aprendizado que não resultou em ganhos de produtividade suficientes. Esses fatores fizeram com que a fabrica local não fosse competitiva frente ao modelo tradicional de produção da Shein, que se apoia em parcerias com fabricantes de alta escala e forte automação no exterior.
Impactos para o mercado e consumidores
A Shein já havia investido no mercado brasileiro com operações logísticas e presença digital consolidada, atendendo milhões de clientes no país por meio de vendas online. A experiência com a produção local pode influenciar outras empresas globais que consideram o Brasil como polo de manufatura, especialmente em setores de moda e bens de consumo rápido.
A redução ou reavaliação da produção nacional pode trazer reflexos em prazos e custos, mas a Shein garante que continuará atendendo o mercado brasileiro por meio de importação e otimização logística.
O que isso significa para o futuro
A decisão da Shein destaca os desafios de transferir modelos de produção altamente globalizados para operações locais, especialmente em um setor tão sensível a custos como o de moda rápida. A experiência pode servir de aprendizado para outras marcas que buscam equilibrar produção local e internacional em mercados de grande consumo como o brasileiro.


