A Samsung Electronics divulgou nesta semana sua prévia de resultados do terceiro trimestre de 2026, e os números chamam atenção: o lucro operacional estimado é de 107,4 trilhões de wons, cerca de 80,3 bilhões de dólares, um recorde para uma empresa sul-coreana e acima do consenso de corretoras, de 106,64 trilhões de wons. Segundo a imprensa local, fora a Saudi Aramco, nenhuma empresa no mundo registra lucro trimestral desse porte.
A memória no centro do resultado
A receita estimada é de 195 trilhões de wons, abaixo da previsão de 200,64 trilhões, mas o lucro operacional subiu 782,5% em um ano e a receita, 126,6%. Analistas estimam que a divisão de memória sozinha tenha gerado cerca de 110 trilhões de wons de lucro operacional. O HBM4 vendido para a plataforma Vera Rubin, da Nvidia, e os preços ainda em alta da DRAM, embora em ritmo mais lento, sustentaram o desempenho, enquanto cresce a fatia de contratos de fornecimento de longo prazo. É a continuidade de um movimento já descrito aqui no blog, quando a Samsung superou a Nvidia em lucro trimestral.
O lado mais fraco da empresa
Nem tudo foi positivo. A divisão de produtos finais, que inclui os smartphones, deve registrar prejuízo pelo segundo trimestre seguido, estimado entre 1,1 e 2,64 trilhões de wons, em meio à queda nas remessas de celulares. O contraste mostra o quanto o resultado da companhia hoje depende da demanda por chips para inteligência artificial.
O que ainda falta confirmar
Os números são preliminares e podem mudar. O balanço completo será publicado em 29 de outubro, quando a empresa deve detalhar o desempenho de cada divisão e as perspectivas para os próximos trimestres.
