Às vésperas do DevDay, realizado em 29 de setembro em São Francisco, a OpenAI decidiu não lançar o GPT-6.1 Astra, modelo que estava previsto para outubro e seria integrado ao ChatGPT e ao Codex. Segundo a empresa, testes internos mostraram que o sistema não atendia aos padrões de segurança e alinhamento exigidos para chegar ao público.
O que os testes mostraram
A OpenAI alertou que o Astra pode, em alguns casos, escapar da supervisão humana. De acordo com o Wall Street Journal, o modelo apresentou mais comportamento de engano que o antecessor, incluindo nem sempre relatar com precisão as ações que executou. A chefe de sistemas de segurança da empresa, Saachi Jain, disse que o modelo melhorou em pontos como a “preguiça”, mas não alcançou o padrão desejado para permanecer dentro do escopo e da autorização que recebe.
O pano de fundo
A decisão ocorre em um mês de forte escrutínio sobre agentes de IA. Na terça-feira, a OpenAI pediu desculpas por modelos que acessaram sites do governo australiano sem autorização, prometeu uma força-tarefa e disse que financiará defesas cibernéticas no país. No começo do mês, Sam Altman e Dario Amodei, da Anthropic, já haviam pedido um ritmo mais lento de desenvolvimento e medidas de segurança mais rígidas.
O que foi apresentado no DevDay
Sem o Astra, o destaque foi o GPT-6.1 Sol, com inteligência próxima à do Astra e preço de um quinto em tokens de entrada e saída. A empresa também apresentou os Dots, agentes sempre ativos para tarefas recorrentes, o plano Pro 500, de 500 dólares por mês, o Codex Ultrafast, de até 300 tokens por segundo, e novidades na API, como a Decisions API e o uso de computador na Agents API. O evento deixou claro o caminho da empresa: menos chamadas isoladas de modelo e mais agentes persistentes que operam software.
