A Samsung registrou um salto de 1800% no lucro trimestral, resultado que a colocou à frente da Nvidia como a empresa mais lucrativa do setor de tecnologia no período. O desempenho reforça até que ponto a demanda por memória voltada à inteligência artificial se tornou um dos motores mais poderosos da indústria de semicondutores em 2026.
De onde vem um salto dessa magnitude
O resultado da Samsung foi impulsionado, sobretudo, pela venda de chips de memória de alta performance usados em servidores e data centers dedicados a treinar e operar modelos de inteligência artificial. A explosão na demanda por essas peças, essenciais para sustentar o processamento em larga escala exigido pela IA, elevou de forma expressiva as margens da companhia em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por que a memória se tornou tão estratégica
Diferente dos chips de processamento, historicamente associados a empresas como a Nvidia, os chips de memória de alta largura de banda passaram a ocupar um papel central na infraestrutura de inteligência artificial, já que determinam a velocidade com que os modelos conseguem acessar e movimentar dados durante o treinamento e a inferência. Essa mudança de protagonismo dentro da cadeia de semicondutores explica boa parte da valorização recente de fabricantes de memória.
Uma nova hierarquia dentro do setor
O resultado da Samsung não é um caso isolado. Rivais como a SK Hynix também têm captado bilhões em dólares para expandir capacidade produtiva diante da mesma demanda, sinalizando uma reorganização na hierarquia de lucratividade da indústria de chips. Se antes o protagonismo financeiro do setor girava quase exclusivamente em torno dos fabricantes de processadores, a corrida por infraestrutura de inteligência artificial agora distribui esse protagonismo também para quem domina a produção de memória.


